Conscientização
Setembro 18, 2007
RPG sim. Por que não?
Para tudo o que acontece temos que encontrar um “porquê“. Mas sempre procuramos esse “porquê” nas coisas que não entendemos ou não conhecemos direito.
Lembro muito bem de, quando surgiram os primeiros vídeo games, certos comentários como: “isto é coisa de vagabundo”, “as crianças vão ficar cegas de tanto fixarem os olhos nesta tela”, e recentemente noticiários sobre RPG dizendo que estes jogos transformam a mente dos adolescente a ponto de torná-los assassinos.
Cegos estão os adultos que não acompanham as crianças em seus momentos de lazer.
Minha filha, assistindo uma palestra sobre a violência nas programações infantis e a influência disto sobre as crianças, em certo momento em que foi dado o direito de opinião aos assistentes, foi perfeita (a meu ver) quando disse que ela sempre assistiu a essas programações e nunca foi uma pessoa violenta ou mesmo desequilibrada, isto porque sempre estive ao lado dela acompanhando e quando necessário fazendo algum comentário.
A violência não está apenas nos jogos. As madrastas e bruxas dos clássicos infantis, os filmes de Bang-Bang, os filmes épicos… Na própria Bíblia, quando lemos sobre a morte de Abel, para não citar o que foi feito com Jesus (barbaridade). A única diferença é que ninguém dá uma Bíblia na mão de uma criança e diz “Leia isto!” enquanto vai arrumar a casa, fazer compras ou mesmo tirar uma soneca. Quando lemos algum texto bíblico para uma criança nos colocamos a dar informações, mostrar a diferença entre o bem e o mal, que aquilo não se faz… Aí é que está a diferença!
A criança vê os pais dando a vez na fila de comunhão. Lindo isso! Uma atitude totalmente cristã. No dia seguinte, vê o pai resmungando porque alguém passou na frente na fila do banco.
!?!?!?!?
A pior das violências é gerada dentro de casa: nas brigas dos pais, na falta de atenção, nos pedidos de socorro que vem escondidos em certas atitudes que, para nós, muitas vezes são motivos para um castigo.
Culpados somos nós mesmos que, na corrida ao “pote de ouro“, deixamos de lapidar com carinho e atenção as jóias que nos foram entregues. Esquecemos que o maior bem que deixamos para nossos filhos é a lembrança da presença , da orientação e do amor que lhes foi dado.
Eles podem e devem jogar, assistir filmes, desenhos, ler, correr, pular, andar de bicicleta, sair com os amigos… Desde que estejamos atentos para passar informações, orientar, chamar atenção, abraçar, beijar, dizer o quanto são importantes. Afinal não devemos fazer com os outros aquilo que não queremos que façam conosco.
Setembro 19, 2007 às 4:11 pm
Sinceramente, o que acontece é que a midia não busca correr atrás do que fala. Acho muito chato quando vejo reportagens criticando meu hobbie… Para mim, qualquer coisa pode ser nociva, dependendo de quem esteja a praticando. RPG é só mais um entre diversos passatempos. Não muito mais nocivo que um quebra-cabeças.
o/
Setembro 20, 2007 às 3:09 pm
Que lindo!
É verdade, se todos pensassem assim, se… se… se…
Mas é tão complicado… sei lá… assuntos de pais e filhos são complicados para mim… =/
Lindo! ^^
Beijões…
Setembro 20, 2007 às 7:05 pm
Perfeito. Não colocaria nem tiraria nada. Fica até difícil acrescentar.
Setembro 21, 2007 às 4:58 am
Olá, vc é uma mãe mto legal!
Minha mãe gosta de jogos.. mas não gosta mto de jogos online! Parabens por ser tão compreensiva.
Bjos sucesso com blog
Setembro 21, 2007 às 1:28 pm
As vezes eu acredito que as pessoas não conseguem acompanhar a mudanças que o mundo dá.
Achei seu blog no blog da sua filha, realmente como ela disse, você escreve muito bem
Setembro 21, 2007 às 2:57 pm
Muito bom o texto.
Apesar da correria do dia-a-dia, tento permanecer presente na vida da minha filha. Proibir coisas não é o caminho, educar e estar junto sim.
Beijos e parabéns!
Setembro 29, 2007 às 11:58 am
[...] Conscientização (Mon Pense) [...]
Janeiro 21, 2008 às 6:07 pm
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